O
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já estuda a metodologia
a ser aplicada para o novo índice de preços de imóveis no Brasil, que será
criado de acordo com o Decreto 7.565 do governo federal, publicado na última
semana no Diário Oficial da União.
Em nota à imprensa, o IBGE informou que está
desenvolvendo estudos com o objetivo de acompanhar a evolução dos preços no
setor imobiliário nacional. “A metodologia para o cálculo, bem como todos os
procedimentos que envolvem um índice referente ao setor, está sendo discutida e
terá como base as recomendações de países ou instituições que já produzem esse tipo
de indicador”. Ainda não há previsão de quando o novo índice será divulgado,
informou a assessoria de imprensa do instituto.Para o diretor executivo do
Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado (Sinduscon/RJ), Antonio
Carlos Mendes Gomes, o indicador vai ser bom para o mercado. “É um indicador
confiável pela origem [o IBGE]. É o nosso grande instituto de pesquisa. É um
instrumento adequado para que a sociedade tenha uma visão melhor, se posicione
e interfira nesse processo, aproveitando as oportunidades, os momentos
adequados. Enfim, acho que (o índice) é bom para todo mundo. É muito
bem-vindo”.A mesma opinião tem o presidente
do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do estado (Creci/RJ), Casimiro
Vale. “Era uma reivindicação do Creci. É bom para ter um parâmetro de valor do
mercado, principalmente com relação aos financiamentos”, disse à Agência
Brasil. Vale considerou que o novo indicador será positivo também para os
consumidores. “Entendo que é bom. É uma coisa mais justa”.O vice-presidente da
Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi/RJ),
Rubem Vasconcelos, discorda dessas opiniões. Para ele, o mercado é livre e deve
continuar como tal. Vasconcelos teme que o índice venha a se transformar em
elemento de controle dos preços no setor. “Não existe controle de preço. A
gente pesquisa preço. A lei da oferta e da procura é que comanda os mercados.
Não é ranqueamento, nem tabelamento de preço”.Segundo o vice-presidente
da Ademi, o que deveria ser feito é uma publicação mensal das pesquisas de
preços praticados e não uma tabela de preços do mercado. “Isso é falso. Isso é
mentiroso, porque o mercado vive de uma lei de oferta e de procura e pode ir ao
céu, como pode ir ao inferno”.Vasconcelos tem dúvida em
relação ao procedimento que será usado pelo IBGE para acompanhar os preços dos
imóveis. “Ele vai jogar os preços dos imóveis para cima, quando deveria
proteger. Eu discordo dessa política de controle e de acompanhamento do
governo. Não é função do governo acompanhar isso. Ele tem que deixar o mercado
livre”, acrescentou.Da Agência Brasil
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